COP27 Egito: o possível plano para a restauração da Amazônia

Na última semana, durante a realização da COP27, pesquisadores da Universidade de Lancaster, no Reino Unido, apresentaram um modelo de roteiro para a restauração em larga escala da Amazônia. Seria a criação de um corredor verde a partir da Colômbia, passando pelo Peru e pela Bolívia e chegando até o Maranhão. Resumindo, mudar o processo de destruição para restauração dessa região. Por que, sim, parar o desmatamento não é suficiente para o combate da crise climática em nosso planeta – não mais!

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Fonte:(https://engenharia360.com)

Como pôr em prática este plano ambicioso?

Olha, não seria fácil, com certeza? Talvez, no mínimo, bilhões de dólares para pôr em prática este plano ambicioso, até porque a Amazônia já perdeu 17% de sua floresta e se aproxima do chamado ponto de não retorno, a partir do qual não consegue se regenerar e transforma-se em uma savana. E de onde poderia vir este dinheiro? Bem, de investimentos públicos e privados. Mas valeria a pena, porque isso é essencial para o equilíbrio climático do nosso planeta. Então, não deveria ser algo interpretado como uma despesa, mas um custo-benefício incalculável!

“Existe uma grande oportunidade de restauração em escala em terras públicas recém-desmatadas e nas terras ainda não destinadas.”, “Em algumas dessas áreas não é preciso plantar nada, apenas deixar a floresta se refazer naturalmente.” – Jos Barlow, um dos autores e pesquisador da Universidade de Lancaster

A saber, de acordo com os cientistas, nas áreas protegidas da Amazônia, há mais 0,8 milhão de hectares que poderiam ser regenerados sem a necessidade de gastos excessivos no plantio de árvores.

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Fonte:(https://engenharia360.com)

O cumprimento desta restauração estaria dividido em 7 metas:

  1. Evitar o desmatamento ilegal, o que é prometido pelo nosso governo para 2030 – infelizmente, nos últimos anos nada foi feito nesse sentido.
  2. Evitar a degradação florestal, permitindo que milhões de hectares se recuperem e recuperem seus estoques de carbono, a biodiversidade e os serviços prestados pelo ecossistema.
  3. Resolver a questão fundiária.
  4. Restauração em terras privadas, com exigência do cumprimento da lei e plantio de áreas de reserva legal em propriedades com passivo ambiental.
  5. Criação de mais mecanismos e incentivos para a prática de projetos ambientais.
  6. Adequação das políticas – inclusive é o que está recomendado no texto apresentado em painel no pavilhão do Consórcio dos Governadores da Amazônia Legal, na COP27.
  7. Inibição das especulações de terras, o principal vetor do desmatamento da Amazônia.

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Marcus Figueiredo

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