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Fiep da aporte para as indústrias através de consultorias em eficiência energética

Vinte e oito indústrias paranaenses receberão consultorias para identificação de práticas de eficiência energética que podem ser implantadas em seus processos produtivos, visando reduções de custos e aumento de competitividade. Elas são associadas a sindicatos empresariais filiados à Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) que tiveram projetos voltados a essa área contemplados nEdital Fiep de Apoio às Indústrias Sindicalizadas. A elaboração das propostas contou com o apoio do Conselho Temático de Energia da entidade e do Senai, que desde o ano passado desenvolvem o Programa de Eficiência Energética nas Indústrias do Paraná.

Os gastos com energia estão entre os principais componentes das planilhas de custos das indústrias e vêm subindo a cada ano. Entre 2015 e 2021, a conta de energia elétrica acumulou alta de 114%, enquanto a inflação no período foi de 48%. Por isso, o programa se propõe a oferecer diagnósticos para que as empresas identifiquem em quais áreas pode haver melhorias para reduzir o consumo ou o desperdício de energia.

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O aumento do preço da energia elétrica é um incentivo para a busca de fontes menos poluentes.

A escolha da FIEP

Para viabilizar as primeiras consultorias, três projetos de eficiência energética foram inscritos no edital lançado recentemente pela Fiep, tendo sido contemplados com as três maiores notas entre todos os apresentados. As propostas foram encabeçadas pelos sindicatos das indústrias da Madeira de Imbituva (Simadi), de Móveis de Arapongas (Sima) e de Extração de Minerais Não Metálicos do Paraná (Sindiminerais), mas abrangem também sindicatos parceiros.

No primeiro caso, estão contempladas empresas associadas aos sindicatos da indústria madeireira de Palmas (Sindipal), Telêmaco Borba (Sindimatel), Irati (Serrarias Irati), Ponta Grossa (Sindimadeira-PG), Guarapuava (Sindusmadeira) e União da Vitória (Serrarias-UV). No segundo, os sindicatos da indústria moveleira do Paraná (Simov), de Umuarama e Região (Simur) e do Sudoeste do Paraná (Sindimadmov). Já o terceiro atenderá ainda empresas ligadas ao Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Ponta Grossa (Sindimetal-PG).

Para cada um dos dois primeiros projetos, a Fiep vai disponibilizar R$ 150 mil, que servirão para financiar consultorias a 20 indústrias, sendo 10 de cada setor. Já para o terceiro, serão mais R$ 116 mil, que financiarão os diagnósticos em 8 empresas. Outro ponto relevante: as consultorias serão prestadas por empresas associadas ao Sindicato das Empresas de Eletricidade, Gás, Água, Obras e Serviços do Paraná (Sineltepar), que utilizarão metodologia desenvolvida e repassada pelo Senai.

“Esse é um trabalho da indústria para a indústria”, afirma o coordenador do Conselho Temático de Energia, Rui Londero Benetti. “Ele vai servir como um piloto, até para nos balizar para os próximos anos e para que outros segmentos possam ter como referência. Pretendemos também buscar outros recursos para que a gente possa intensificar esse tipo de incentivo para que as indústrias busquem soluções nessa área. É uma lição de casa que estamos fazendo para atender a indústria paranaense”, completou.

Sobre as consultorias

As consultorias nas indústrias selecionadas devem começar ainda neste mês. Para cada uma delas serão destinados R$ 15 mil dos recursos obtidos pelo edital da Fiep, com uma contrapartida de R$ 3 mil de cada empresa. Para participar do programa, as empresas precisavam cumprir quatro pré-requisitos: ser associadas aos respectivos sindicatos; ter um gasto mínimo de R$ 30 mil na fatura mensal de insumos energéticos (incluindo energia elétrica e combustíveis); ter dois turnos de produção ou no mínimo 12 horas por dia de operação; e disponibilizar as últimas 12 faturas de insumos energéticos.

A partir de agora, os consultores vão analisar questões como a iluminação das indústrias e os seus sistemas motrizes, térmicos e de ar comprimido, além de realizar uma análise tarifária para propor soluções que possam resultar em reduções na conta de energia. Entre os resultados esperados está uma diminuição mínima de 10% no consumo no somatório desses cinco itens. O trabalho também tem o objetivo de sensibilizar a indústria para redução ou eliminação de desperdícios em energia, aumentando sua sustentabilidade e competitividade.

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Para atingir esses objetivos as empresas poderão passar por mudanças e novas operações de manutenção.

Também é esperado que, sem investimentos adicionais, apenas com pequenas intervenções de manutenção que serão propostas, as empresas tenham o retorno do que foi investido na consultoria em 12 meses, em média. Além disso, as consultorias devem indicar investimentos adicionais a serem feitos pelas indústrias, como por exemplo para a substituição de sistemas de iluminação ou motores elétricos, entre outros. Nesses casos, estima-se que o payback dos investimentos seja de 1 a 3 anos, em média.

“Começamos a trabalhar nesse programa desde o ano passado, quando foram criadas pílulas de conhecimento sobre a cultura da eficiência energética dentro da indústria”, explica o engenheiro Carlos Fiuza, do Sistema Fiep.  Ele ressalta que esses cursos são voltados para profissionais das indústrias que tenham alguma ligação com a questão energética. Para saber mais sobre o programa e as medidas da FIEP acesse o site.

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