Indústria pode economizar quase 80% em energia elétrica com uso de novas tecnologias

Soluções modernas disponíveis no mercado podem diagnosticar desperdício e otimizar consumo

Segundo balanço divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o consumo de energia elétrica no país cresceu 68.095 megawatts no primeiro trimestre de 2022, alta de 0,9% em relação ao mesmo período de 2021. No entanto, embora consuma muito, a indústria também desperdiça bastante. Isso porque há gaps importantes e que, com o tempo, acumulam-se em enormes rombos.

Sessenta por cento do consumo da indústria está na força motriz e, muitas vezes, a indústria perde dinheiro por conta do dimensionamento incorreto, dos motores recalculados – que respondem por quase 80% da perda de calor – e das instalações inadequadas”, afirma Felipe Martins, promotor técnico da Siemens, uma das líderes mundiais do mercado em minidisjuntores, em evento recente promovido pelas empresas curitibanas Engerey Painéis Elétricos e Reymaster Materiais Elétricos, ambas com foco no setor elétrico.

Evento promovido pela Engerey Painéis Elétricos e Reymaster Materiais Elétricos (Fonte: Divulgação).
Evento promovido pela Engerey Painéis Elétricos e Reymaster Materiais Elétricos (Fonte: Divulgação).

A boa notícia é que o mercado já oferece soluções tecnológicas que ajudam a baratear a conta de luz e a identificar onde existem “furos”. Equipamentos, acessórios e itens de ponta podem desenhar caminhos para a otimização do consumo.

 

Banco de capacitores

A Engerey, que conta com um robusto portfólio de painéis elétricos – como as Células Modulares de Média Tensão SM6 e os Quadros Gerais de Baixa Tensão -, apresentou durante o evento detalhes do Banco de Capacitores. Este painel, cada vez mais fundamental em indústrias, tem como função corrigir o fator de potência e possíveis oscilações elétricas em máquinas e equipamentos, logo, ajustando os erros e gerando uma conta de energia compatível com os gastos e sem sobrecarga no sistema elétrico.

Um dos exemplos citados no evento comprovam a eficiência da solução nesse sentido: uma indústria que pagava multa de R$ 3.500,00 por exceder o limite de consumo de energia reativa [aquela que produz os fluxos magnéticos que um motor indutivo precisa para manter o equipamento “on”] teve o retorno em meio ano do investimento que fez com a instalação do painel, cerca de R$ 24 mil. “Hoje, muitas empresas acabam pagando a mais na conta de energia sem realmente estarem usando. A correção através do banco de capacitor traz economia e eficiência”, destacou o consultor técnico da Engerey, Reynaldo Carraro Gabardo. É como pagar por um chope com muita espuma: a energia excedente é como se fosse a espuma do caneco.

 

Inversores de frequência

Foram destaques também os inversores de frequência, equipamentos amplamente utilizados na indústria, de pequeno, médio e grande porte, e que têm a função de proporcionar controle otimizado e avançado dos diversos tipos de motores. “O inversor de frequência é uma das soluções para a economia de energia, que pode aumentar a vida útil dos motores e a economia de até 60% de energia e controle avançado de motores, por exemplo. Existem alguns tipos de inversões já preparados para a indústria 4.0, que podem ser conectados e permitem ser controlados facilidade”, compartilhou Felipe Martins. Dentre as soluções apresentadas, existe o painel de operação smart acess, que se conecta a dispositivos moveis via wireless e permite a parametrização de velocidade em uma interface web simples e intuitiva.

A utilização do soft starter da Siemens é outro bom caminho para empresários que buscam economia. O dispositivo controla as tensões na partida dos motores, controlando a aceleração e desaceleração, ampliando a vida útil dos motores, já que suaviza o gasto de energia ao mesmo tempo que consegue fazer uma limitação da corrente de partida, evitando picos de corrente, logo, protegendo todo o sistema.

 

Iluminação conectada

Outra solução responsável por reduzir em 79% a conta de luz da indústria dependendo da aplicação é a utilização de iluminação tech, entre elas, lâmpadas e luminárias conectadas via wireless. A novidade que funciona especialmente bem para pequenas e médias empresas [com até 200 pontos de luz] e é lançamento da Philips, da linha Interact Pro, coleta informações, possibilita comandos automáticos com sensores integrados para que a indústria não fique no escuro, literalmente. A linha é sem fio, superconectada, com sensores de presença e de luminosidade, que diminuem de intensidade ou desligam-se automaticamente quando não forem necessárias. A Interact Pro antecipa a vida útil das lâmpadas, a instalação é rápida e dispensa cabos.

Também foram apresentadas as soluções em refletores solares com controle remoto, que possuem sensores de presença. “Quando detectam a presença de pessoas, os produtos funcionam com sua luminosidade máxima, 100%, e sem a presença em apenas 30%. São automáticas e recebem comandos a cinco metros de distância via controle remoto“, conta Souza.

Já conhecia boa parte das soluções apresentadas, mas, de fato, a parte da iluminação conectada é bem interessante”, comentou Moacir Paiva Silveira, responsável pela parte elétrica do grupo Luciani Indústria Moveleira, de Colombo/PR. A possibilidade de conexão e de poupar também impressionou Denivaldo Conti, da PBTec. “Trabalhamos muito com os inversores de frequência e isso realmente ajuda bastante na economia, mas no evento a parte do controle de iluminação me chamou atenção. É algo do futuro, que está crescendo e precisamos saber mais”, comentou o profissional da prestadora de serviços em automação.

O evento em Curitiba foi aberto para clientes e colaboradores. A ideia, conforme os gestores, foi a de compartilhar as novas tendências de mercado. A Reymaster e a Engerey trabalham com soluções e assistência técnica que priorizam a economia, segurança e qualidade de produtos e serviços. “Eventos como estes são importantes, porque permitem a apresentação de novas soluções ao mercado. A Reymaster e a Engerey oferecem suporte técnico para acompanhar a colocação das soluções na empresa e na mensuração dos resultados”, afirma Marco Stoppa, diretor da Reymaster.

 

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Luan Saldanha

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