VENDA DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS CAI PELO 4° MÊS CONSECUTIVO

As vendas de máquinas agrícolas completaram em janeiro quatro meses de quedas consecutivas. O volume de negócios começou a cair em outubro do ano passado, com 4,7%, praticamente ao mesmo tempo em que se esgotavam os recursos disponibilizados para o Plano Safra 2022-2023. Na sequência as quedas foram mais expressivas: 23,5% em novembro, 20,6% em dezembro, culminando com 30,1% em janeiro.

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Fonte:(https://www.usinagem-brasil.com.br)

De acordo com Pedro Estevão, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, “o setor não tinha quedas tão expressivas iguais a essas desde 2016”. Em sua avaliação, isso se deve basicamente a dois fatores: o alto custo do crédito (hoje na faixa de 16,5%) e porque os recursos do Plano Safra, lançado em julho de 2022, se esgotaram em apenas três meses.

Para explicar em que medida a atual taxa de juros dificulta as vendas, Estevão lembra que, em geral, os agricultores se utilizam do financiamento com juros pré-fixado. Assim, caso contratassem hoje um financiamento com uma taxa de 16,5%, iriam pagar essa alta taxa de juros ao longo de sete ou oito anos. “Ninguém vai comprar uma máquina {financiada} com essa taxa de juro”.

O executivo faz questão de frisar que o problema maior está nos pontos citados acima, na medida em que os agricultores estão capitalizados e as perspectivas são de uma boa safra em 2023 – apesar de alguns problemas locais, como a seca que atinge o Rio Grande do Sul. “O PIB agrícola deve bater recorde em 2023”, afirma.

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Na avaliação de Estevão, se o atual governo não conseguir alterar o cenário atual, reduzindo os juros e/ou complementando os recursos do Plano Safra atual, a tendência é que neste ano dificilmente se conseguirá repetir os bons desempenhos obtidos pelo setor nos últimos anos, como indica o resultado apurado no primeiro mês do ano.

O setor espera por alguma medida e que ela venha o quanto antes, pois é no primeiro semestre que se realizam as principais feiras agrícolas, que costumam responder por grande parte dos negócios realizados ao longo do ano e o próximo Plano Safra só deve ser lançado em julho.

“A continuar do jeito que está, nossa expectativa é de uma queda no ano de no mínimo 10%, na comparação com 2022”, conclui Estevão. Para saber mais acesse o site.

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Marcus Figueiredo

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