SANDVIK indica os primeiros passos para a Usinagem 4.0

Embora seja tema frequente em eventos e conversas entre empresários, fornecedores e trabalhadores, pode-se dizer que a Indústria 4.0 ainda caminha a passos muito tímidos no Brasil. Com o objetivo de impulsionar o uso de tecnologias 4.0, pelo menos no campo da Usinagem, a Sandvik Coromant promoveu na semana passada o evento Trends IND40, na planta da T-Nax, prestadora de serviços de usinagem de precisão de Leme (SP), que há cerca de um ano vem utilizando ferramentas de usinagem conectada.

Vale lembrar que, há alguns anos, a Sandvik Coromant vem investindo no desenvolvimento de softwares voltados à digitalização industrial, além da aquisição de fabricantes de softwares de CAD/CAM, como a MasterCam,  e simulação, a CGTech (VeriCut). A divulgação destes produtos e soluções no Brasil passa pela realização de eventos práticos e teóricos como o realizado na T-Nax.

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Fonte:(https://www.usinagem-brasil.com.br)

“Fala-se muito em Indústria 4.0, mas a grande maioria das empresas tem receio, principalmente do custo deste processo, temem que seja muito elevado, mas não é verdade e é isto o que queremos mostrar”, observa Cláudio Camacho, vice-presidente da Sandvik Coromant para as Américas do Sul e Central. “Temos dito aos nossos clientes que é possível pensar grande e começar pequeno, mas é preciso que isso seja rápido”.

No caso da T-Nax, por exemplo, a empresa investiu em logística, com a instalação de uma vending machine, e na interligação de quatro de suas principais máquinas de usinagem – duas multitarefas e dois centros de usinagem de 5 eixos. Essas máquinas são monitoradas pelo CoroPlus Machining Insights, da Sandvik, software de análise de dados de produção que permite melhorar a eficiência global do equipamento (OEE) e da fábrica como um todo.

GANHOS EXPRESSIVOS

E os resultados até aqui – embora aplicados em apenas parte da planta – são significativos. No geral, o aumento da produtividade é estimado em 22%, de acordo com Lucas Garcia, analista de Processos da T-Nax. Ele destaca que o Machining Insights permite acompanhar a produção em tempo real – num dashboard -, verificar qualquer informação sobre o funcionamento dos equipamentos, da produção, número de peças produzidas, assim como inserir alarmes etc.

“O software nos mostra os dados máquina a máquina, ferramenta por ferramenta, como os equipamentos trabalharam, tempo gasto na produção de cada peça etc., permitindo comparações com os números de ontem ou mesmo de um determinado dia do mês passado”, informa.

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Fonte:(Fonte:(https://www.usinagem-brasil.com.br)

Além disso, mostra histórico de falhas, de alarmes, manutenção, setups. Segundo Garcia, desde a instalação do software já foi possível perceber redução de 15% no tempo de parada para manutenção das máquinas e de 20% no tempo gasto com a análise de utilização das máquinas. “Com o software é possível saber o que realmente está afetando a produção, assim como realizar paradas planejadas”, comenta.

Mas o ponto principal, na visão do engenheiro, está na contribuição trazida para a “tomada de decisão, contribuindo para entender, quantificar, oferecendo dados para que a engenharia possa pensar melhor antes de agir”.

A esses benefícios, se juntam também os ganhos obtidos com o emprego da vending machine para a área de logística. Garcia lembra que 20% do tempo dos operadores, segundo várias pesquisas, são gastos com a procura por ferramentas, além do que – também segundo pesquisas – 15% das paradas ocorrem por falta de ferramentas. “Ela nos permite um controle total sobre as ferramentas, gerando relatórios, possibilitando o rastreamento, além de agilizar e automatizar o processo de compras”.

O evento contou ainda com a palestra “Tendências da Indústria 4.0”, realizada por Alexandre Ortunho Serra, gerente de Engenharia – Usinagem da Scania Latin América. Serra apresentou um quadro geral dos conceitos 4.0, abordou as seis fases da tecnologia, da digitalização à adaptabilidade, e apontou as vantagens e os desafios de sua implementação.

OPORTUNIDADE

“Nota-se que muitas empresas querem adotar a Indústria 4.0, mas ainda não sabem direito o que exatamente querem, nem por onde começar. Estamos mostrando que é possível começar com uma linha, uma máquina, uma peça… e ir ampliando, com outra linha, outra máquina, tudo interligado com a logística”, afirma Camacho. “Pode-se considerar que a Indústria 4.0 traz uma grande oportunidade para a indústria brasileira, na medida em que é um processo ainda incipiente em todo o mundo e não só aqui”. Para saber mais acesse o site.

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Marcus Figueiredo

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