1ª ferramenta de metal duro comemora 95 anos de lançamento

Há exatos 95 anos a indústria metal-mecânica mundial ganhou um forte aliado para o aumento da produtividade. Em 1927, na Alemanha, foram lançadas as primeiras ferramentas de metal duro pela Friedrich Krupp (posteriormente Krupp AG e hoje thyssenkrupp AG), que no ano anterior havia fundado a empresa Widia (acrônimo de WIDIAmant, que em alemão significa “como diamante”).

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Fonte:(https://www.usinagem-brasil.com.br)

Material obtido por metalurgia do pó, prensado e sinterizado, o metal duro trazia em sua composição WC+Co (carboneto de tungstênio e cobalto) e chegou para concorrer na usinagem de aço e ferro fundido com o HSS (aço rápido) – material introduzido no final do século 19 e início do século 20.

O metal duro foi desenvolvido no início da década de 1920, nos laboratórios da Osram, que então buscava um material para trefilar o filamento das lâmpadas, em substituição aos dispendiosos diamantes. O desenvolvimento do novo material (com essa composição) é atribuído a Karl Schroter.

Em 1925, a Krupp adquiriu a patente. No ano seguinte foi criada a Widia (marca que hoje pertence à Kennametal) e, em 1927, os primeiros produtos eram lançados. Primeiramente, o material foi utilizado na produção para a produção de ferramentas de corte e de rolos para trefilar. Anos depois também iria proporcionar significativo aumento de vida útil para as ferramentas usadas em perfuratrizes, na área de mineração.

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Com maior dureza e melhor resistência ao desgaste, permitindo maiores avanços e velocidades de corte – quase 10 vezes maiores que o HSS, de 35 m/min para 250 a 300 m/min -, o metal duro logo ganhou destaque e já em 1928 começava a ser produzido em outros países. Nos Estados Unidos, a GE lançou a Carboloy (que hoje pertence à Seco Tools); na Inglaterra, surgiu a Ardoloy; no Japão o novo material começou a ser produzido quase que simultaneamente pelas empresas Sumitomo, Mitsubishi e Toshiba.

Nos primeiros anos, o material demonstrou grande capacidade na usinagem de ferro fundido, mas não apresentou desempenho semelhante na usinagem de aços, devido à craterização. Para solucionar esse problema, o metal duro começou a ganhar novos elementos em sua composição (em especial o titânio, mas também o tântalo, entre outros) com o objetivo de atingir novos níveis de dureza, resistência ao desgaste e tenacidade. Nos anos 1960, surgiriam os primeiros revestimentos.

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Fonte:(https://www.usinagem-brasil.com.br)

Na década de 1930, a Krupp-Widia produzia cerca de uma tonelada por mês de metal duro. Em 2008, o consumo de tungstênio para a produção de ferramentas de metal duro chegou a 50 mil toneladas.

Em 1930, a Widia recebeu o Grande Prêmio da World Exposition Expo, assim como no início do século Frederick Taylor (o criador do Taylorismo) e Maunsel White, da Bethlehem Steel Corp., haviam recebido prêmio semelhante pelo desenvolvimento do HSS. Para saber mais sobre  a história das ferramentas acesse o site.

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Marcus Figueiredo

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