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Alacero prevê recuo de 8% no consumo de aço na AL em 2022 e recuperação de 4% em 2023

O consumo de aço na América Latina deverá registrar, neste ano, um recuo da ordem de 8%, na média, diante do ano passado. Essa é a expectativa revisada da Asociación Latinoamericana del Acero (Alacero), entidade que reúne mais de 60 fabricantes de produtos siderúrgicos na região.

O volume, no entanto, segundo avaliação da entidade, deve ser considerado satisfatório, se comparado a anos anteriores à pandemia. A Alacero estima que já em 2023 haverá uma recuperação de 4%.

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Fonte:(https://ipesi.com.br)

No início de março, a Alacero tinha projetado para este ano uma queda muito mais modesta, de 2,1%, porcentual que na prática representaria apenas um ligeiro ajuste no consumo diante do desempenho visto em 2021.

No entanto, nos últimos meses, leves tendências pró maior recuo observadas desde o fim de fevereiro tornaram-se fatores de peso, e passaram a ter forte influência sobre as projeções para o ano.

Dentre eles, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, a política da “covid zero”na China, que vem restringindo a produção e os negócios, e o temor de uma recessão mundial, que pode se espalhar a partir principalmente dos Estados Unidos, devido à alta da inflação naquele país.

De qualquer forma, no ano passado, o consumo aparente de produtos siderúrgicos na América Latina atingiu 74,8 milhões de t, ou 27% sobre 2020. Assim, mesmo caindo 8%, o volume de consumo em 2022 será superior ao de anos anteriores à pandemia, ou seja, entre 2017 e 2019, que foi de 66 milhões.

ALACERO E O AÇO BRASILEIRO 

O mercado brasileiro representa pouco mais de um terço do volume consumido de aço na América Latina, com mais de 26 milhões de t/ano, em média. O México vem logo em seguida, e bem próximo, com cerca de 25 milhões.

A construção civil lidera o consumo de aço nos países latino-americanos, com 48,3%, seguida pelos setores metalmecânico (17,1%), automotivo (16,8%), manufatura de produtos metálicos (12,4%), equipamentos elétricos (2,2%), transporte (2%) e bens eletrodomésticos (1,2%).

A produção de aço bruto na AL ficou em 64,6 milhões de t no ao passado, alta de 15% sobre o volume de 2020. Mais da metade do volume originou-se no Brasil (36 milhões de t). O consumo per capita médio na região foi de 120 kg por habitante. O setor tem hoje 1,2 milhão de empregos diretos e indiretos.

É uma indústria que vem tentando se expandir e se modernizar. As empresas siderúrgicas da AL vêm buscando oportunidades de exportações – por exemplo, EUA e Ásia, bem como dentro da região -, com preços cada vez melhores.

Há fortes investimentos também na produção de aços de maior qualidade e na área de eficiência energética, buscando a redução de impactos ambientais e maior descarbonização. A pegada de carbono na região já é de 1,66 t de CO2 para cada t fabricada, ante média mundial de 1,89 t e das 2,17 t emitidas na China.

A China, aliás, tem sido uma das grandes preocupações da Alacero, devido a suas práticas de desvios de mercado e subsídios. De fato, das 66 ações antidumping recentemente abertas na região, 43 foram contra aços chineses. Para saber mais sobre as expectativas da organização para o setor acesse o site.

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